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HISTÓRIA LOCAL

"Veio dos ventos, afinal... Dos ventos,
esta coisa sutil, frágil e bela...”
Ela falou assim, entre tormentos,
vendo a rosa na beira da janela.

E a rosa perfumou seus aposentos.
E a rosa foi a sua sentinela.
Passaram juntas, todos os momentos,
ela junto à rosa e a rosa junto a ela.

Se hoje o entardecer, em vaga nuança,
traz um tanger tristonho em tom de prece,
e lá no céu, se alguma nuvem mansa

um coração distante lhe parece,
a rosa que ela traz junto da trança,
sob as lágrimas suas, refloresce…
Paulo Maurício G Silva
Enviado por Paulo Maurício G Silva em 20/10/2019
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