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Poemas de minha autoria.

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DIAS AUSENTES

Horas aflitas em que a tua carta exala...
E uma doce canção ainda no ar medita…
Há um murmúrio na sala
quando o vento da noite o cortinado embala…
Tudo na meia–luz de um lustre que levita.
Uma poesia canta ainda em suave escala,
comumente marcada numa rubra fita…
Um frasco cor de opala,
um rosado pingente... Tudo em ti me fala...
A tua imagem abre as pálpebras… Me fita...
“Te amo!” – Me diz. E cala.
A minha mão nervosamente despetala
a rosa, em algum bom momento, bem colhida…
O aroma de bala
da tua boca ainda nos meus sentidos resvala,
bem como o fino véu da tua sombra despida…
Horas aflitas… Fala
de mim, de ti também, até quando se estala,
na varanda, uma folha morta e ressequida...
E o amanhecer embala
sombras ainda em meu redor… Sombras frequentes
dos teus dias ausentes…
Paulo Maurício G Silva
Enviado por Paulo Maurício G Silva em 12/01/2020
Alterado em 12/01/2020
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