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Poemas de minha autoria.

Textos

A JANELA

Recordo quando a via na janela
numa alvorada bela,
as cortinas ganhando a luz do dia...

Quando eu abria com silêncio e calma,
a página da alma...
E cantava–lhe notas de poesia.

Como ela suspirava, enternecida…
Às vezes, comovida,
ela chorava... Ou ria com carinho.

E sempre que a estrada desgastava,
ela me abrigava.
Dava–me do seu pão e do seu vinho.

Hoje que o capinzal a porta antiga
esconde, e a teia liga
as ramarias mortas como um véu,

só resta–me, na beira da estrada,
a janela selada…
E uma rosa trazendo um beijo seu.
 
Paulo Maurício G Silva
Enviado por Paulo Maurício G Silva em 13/01/2020
Alterado em 13/01/2020
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